Você olha o pé do seu pai e a ferida continua lá. Já são semanas de curativo, pomada e uma melhora que não chega. Se essa cena é familiar, este artigo é para você: uma ferida de pé diabético que não fecha não é normal — e não deve ser tratada como “coisa da idade”.
Quem cuida de pai ou mãe com diabetes conhece essa angústia. O paciente minimiza, diz que não dói, que já vai sarar. Mas quem observa de fora percebe que o tempo está passando e a ferida, não.
Por que a ferida que não fecha é um sinal de alerta
No diabetes, o excesso de açúcar no sangue compromete, com o tempo, a circulação e a sensibilidade dos pés. O tecido recebe menos oxigênio, e é o oxigênio que alimenta a cicatrização. Por isso um machucado pequeno pode virar uma ferida aberta que se arrasta por meses.
E a demora custa caro. Segundo dados do SUS divulgados pela Associação Médica Brasileira, o diabetes é responsável por uma média de 28 amputações de pernas e pés por dia no Brasil — foram 10.168 cirurgias somente em 2022. A maior parte dessas histórias começa exatamente assim: com uma ferida que “ia sarar sozinha”.
Isso não significa que o desfecho da sua família será esse. Significa que agir cedo muda o jogo.
Oxigenoterapia hiperbárica para pé diabético: tratamento reconhecido
A oxigenoterapia hiperbárica é um tratamento médico em que o paciente respira oxigênio puro dentro de uma câmara pressurizada. Sob pressão, o oxigênio se dissolve no plasma e chega em quantidade muito maior aos tecidos mal irrigados — justamente onde a ferida do pé diabético está “sufocada”.
Não se trata de novidade experimental. A Resolução nº 1.457/95 do Conselho Federal de Medicina reconhece a oxigenoterapia hiperbárica para lesões refratárias, e as lesões de pé diabético estão nominalmente entre as indicações listadas. É um recurso usado como parte do cuidado, junto com curativos, controle do diabetes e acompanhamento médico.
Como funciona o tratamento na Oxigenare, em Redenção
Até pouco tempo, buscar esse recurso significava viajar para longe. A Oxigenare é o primeiro Centro de Medicina Hiperbárica de Redenção e do Sul do Pará, com câmara Monoplace Oxy única em um raio de cerca de 200 km — o que permite tratar sem tirar o paciente idoso da sua cidade e da sua rotina.
Aqui não se vende “uma sessãozinha para testar”. O caminho começa com uma avaliação, em que o médico examina a ferida, o histórico e os exames. Se houver indicação, é montado um protocolo de tratamento com começo, meio e fim: um número definido de sessões, com acompanhamento da evolução da ferida ao longo do percurso.
O papel de quem cuida: quando procurar avaliação
Se você é filho, filha ou cônjuge de alguém com diabetes, alguns sinais pedem atenção:
- Ferida que passa de semanas sem sinais de melhora;
- Pele escurecida ao redor da lesão;
- Secreção ou mau cheiro;
- Dor nova — ou ausência total de dor numa ferida aberta.
Nenhum artigo substitui o exame médico, e nenhuma ferida deve ser “diagnosticada” pela internet. O passo certo é levar para uma avaliação especializada, quanto antes. No pé diabético, tempo é tecido.
A ferida do seu pai ou da sua mãe não precisa continuar sendo a preocupação silenciosa da família. Agende uma avaliação na Oxigenare, em Redenção, e saia com um plano claro: o que a ferida tem, se há indicação de oxigenoterapia hiperbárica e qual o protocolo de tratamento.
Fontes: AMB — amputações por diabetes no Brasil (dados do SUS) · SBMH — indicações reconhecidas pelo CFM · Resolução CFM nº 1.457/95


