Câmara hiperbárica em Redenção: o que é, como funciona e para que serve

Até pouco tempo atrás, quem precisava de medicina hiperbárica no Sul do Pará tinha um obstáculo antes mesmo do tratamento: a distância. Eram centenas de quilômetros de estrada — com um familiar doente no banco do carro. Isso mudou. Hoje existe câmara hiperbárica em Redenção, no primeiro Centro de Medicina Hiperbárica da cidade e de toda a região.

Mas afinal, o que é esse equipamento de que tanta gente ouviu falar e pouca gente viu de perto? É o que este artigo explica, sem jargão.

O que é a câmara hiperbárica e como ela funciona

A câmara hiperbárica é um equipamento médico fechado e pressurizado, no qual o paciente respira oxigênio puro a uma pressão maior que a do ambiente. Esse é o princípio da oxigenoterapia hiperbárica.

Por que a pressão importa? Porque, sob pressão, o oxigênio não viaja apenas nos glóbulos vermelhos: ele se dissolve no plasma, a parte líquida do sangue. Assim, consegue chegar em quantidade muito maior a tecidos inflamados, infectados ou mal irrigados — exatamente os que têm dificuldade para se recuperar.

Na Oxigenare, o equipamento é uma câmara Monoplace Oxy, individual, única em um raio de cerca de 200 km. Monoplace significa que ela atende um paciente por vez, deitado, acompanhado de perto pela equipe durante toda a sessão.

Para que serve: o que o CFM reconhece

A oxigenoterapia hiperbárica não é uma promessa da internet — é um tratamento regulamentado no Brasil desde 1995. A Resolução nº 1.457/95 do Conselho Federal de Medicina lista as situações em que o uso é reconhecido, entre elas:

  • Lesões refratárias, como úlceras de pele, lesões de pé diabético e deiscências de sutura (quando pontos da cirurgia se abrem);
  • Retalhos ou enxertos de pele comprometidos ou de risco;
  • Osteomielites (infecções no osso) e isquemias traumáticas agudas;
  • Queimaduras térmicas e elétricas.

Em resumo: feridas que não fecham, recuperações difíceis e infecções profundas. A mesma resolução define que o tratamento é feito em sessões, com número e duração ajustados por protocolo médico — nunca em aplicação única, sempre como parte de um plano de cuidado.

Como é uma sessão na prática

Muita gente imagina algo desconfortável. A realidade é mais simples: você fica deitado dentro da câmara, que tem paredes transparentes, respirando normalmente. A equipe acompanha tudo do lado de fora, em contato com você o tempo inteiro.

A sensação mais comum é a de pressão nos ouvidos, parecida com a descida de um avião, controlada com manobras simples que a equipe ensina. A sessão dura em média de uma a duas horas, conforme o protocolo definido pelo médico.

Tratamento com começo, meio e fim

Na Oxigenare, ninguém compra “uma sessão para experimentar”. O caminho é sempre o mesmo: primeiro a avaliação médica, que analisa o caso, os exames e o histórico. Se houver indicação, monta-se um protocolo com começo, meio e fim — número definido de sessões e acompanhamento da evolução até a alta.

Esse modelo protege o paciente duas vezes: garante que só trata quem tem indicação e garante que o tratamento não pare no meio do caminho.

Se você ou alguém da sua família convive com uma ferida que não fecha, uma recuperação difícil ou recebeu indicação de oxigenoterapia hiperbárica, o primeiro passo está a uma mensagem de distância. Agende uma avaliação na Oxigenare, em Redenção, pelo WhatsApp, e entenda se esse tratamento faz sentido para o seu caso — perto de casa.

Fontes: SBMH — indicações de oxigenoterapia hiperbárica reconhecidas pelo CFM · Resolução CFM nº 1.457/95 (texto integral) · Revista da Associação Médica Brasileira/SciELO — Quando indicar a oxigenoterapia hiperbárica?

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